História

A principal motivação da criação deste site foi o livro Memória Ativa, escrito pela musicoterapeuta Ritamaria Aguiar.

O prefácio redigido pela Dra. e professora Claudia Aguiar traduz muito bem essa aspiração.

“A busca cooperativa por melhores argumentos traduz-se num jogo mediado pela linguagem, um um nível reflexivo tal que o fim precípuo é o entendimento.

Na jornada terrena, as pessoas se encontram, se envolvem e participam de longas ou curtas interações. Isso quer dizer que cada um coopera com seus melhores argumentos no círculo comunicacional, com o objetivo de aprenderem a caminhar pela estrada do conhecimento; que é ampla e perene. Cada qual com sua história, sua experiência

Esse processo dialético do conhecimento facilitado pela via da linguagem se une a essência da memória, cujo mecanismo de captação e retenção formaliza e integra a identidade de uma pessoa, o cabedal de experiências amealhadas e armazenadas em sua mente, conforme bem sublinha Ritamaria neste novo ensaio sobre a Memória Ativa.

Em um de seus trabalhos mais consistentes, apresentado em 1999, no projeto “Musicoterapia Superando Fronteiras“, Ritamaria registra que cada história é autêntica, única, pessoal e original; e a utilização das técnicas com ética, critério e bom-senso, diz a autora. Depende também da percepção, habilidade e conhecimentos adquiridos.

Tudo é história, tudo é vida, tudo é aprendizado, tudo é memória!

O resultado dessa contínua interação, dessa comunicação vida, franca e aberta durante esses muitos anos, bem como a preocupação constante com o outro “como um de nós” – para seguir com a reflexão do filósofo alemão Jügen Habermas -, resultou nesse instigante e ao mesmo tempo generoso trabalho de Ritamaria que ora é publicado: “Memória Ativia – Quem disse que não pode?”

Um dos contributos desse projeto, talvez seja a consolidação da ideia de que aprender e ensinar são facetas da mesma vertente, e conhecer é libertar-se da ignorância, da opressão dos “insaberes”, dos acríticos, da escuridão dos que não desejam ir em busca da verdade de si mesmos e do mundo em que vivem.

Tudo isso faz parte de nossa memória! É preciso cuidá-la, portanto.

Afinal, “quem disse que não pode”?”.

 

Claudia Aguiar Britto é doutora em direito público, mestre em ciências penais, professora universitária e advogada.

 

 

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